Onilé Terra Mãe

Feito obra-abrigo – interdependente do espaço que ambienta e no qual é ambientada –, promove um jogo entre controle e acaso, linear e pictórico, fechado e aberto, dado o confronto entre seu interior e seu exterior. A clareza de sua ossatura, de madeira e metal, frente à imprevisibilidade de sua pele, de argila e sisal, converge para uma pulsão natural oriunda de seus reinos mineral, vegetal e animal. Da tensão entre seu exterior minimalista, de desenho elegante e linhas singelas, e seu interior imaginal, de acúmulos simbólicos e excessos imaginários, resulta uma estratégia de convivialidade subjetiva. Otimista, a liminaridade poética deste trabalho almeja reafirmar nosso permanecer qual pertencimento. Crendo, como Heidegger: ser homem é “demorar-se sobre a terra”. Inverso Sonia Salcedo Neno del Castillo